Barbaresco

Na sua opinião, qual é o melhor vinho italiano de todos os tempos?

Não se surpreenda, mas a resposta não é um Barolo, um Brunello di Montalcino, um Amarone, um Chianti Classico ou um Super Toscano. Segundo a revista Decanter (abril 2015), trata-se de um Barbaresco.

Santo Stefano Barbaresco Riserva Speciale 1971 de Bruno Giacosa

A região tradicionalmente produz rótulos de qualidade excepcional, mas sempre viveu à sombra do primo rico Barolo. As regiões estão separadas por uma curta viagem de distância e seus vinhos são feitos basicamente da mesma forma, a partir da uva Nebbiolo. Os Barbarescos passam menos tempo em barrica, gerando vinhos com textura e estrutura menos robusta, mais elegantes e sofisticados, com paladar mais acessível e podendo ser degustados mais cedo. Tal personalidade vem trazendo à tona a beleza da região, jogando luz na sombra que há tempos divide as regiões. Hoje, opções já são favoráveis aos Barbarescos em detrimento aos Barolos, coisa que não acontecia há uma década atrás. E, para coroar os Barbarescos, um grande diferencial: são mais baratos que os Barolos.

 

As sub-regiões de Barbaresco

A região se divide em quatro sub-regiões: Barbaresco, Neive, Treiso e San Rocco Seno d’Elvio.

Nelas, a relação vinhedo-produtor é semelhante à Borgonha (saiba mais clicando no link). Listamos abaixo os principais vinhedos e produtores em cada sub-região:

 

  • Barbaresco
    • Principais vinhedos: Pajé, Pora, Asili, Martinenga, Montefico, Montestefano, Muncagota, Rabajà, Rio Sordo, Roncagliette e Secondine.
    • Principais produtores: Albino Rocca, Bruno Giacosa, Bruno Rocca, Ca’del Baio, Cascina Bruciata, Cascina delle Rose, Cascina Luisin, Ceretto, Cisa Asinari Marchesi di Gresy, Giuseppe Cortese, Moccagatta, Produttori di Barbaresco, Roagna.
    • Saiba mais: o cume que inclui os vinhedos de Asili, Rabajà e Martinenga é a real região grand cru de Barbaresco. Estes três vinhedos assim como Santo Stefano, em Neive, e Pajorè, em Treiso, são os cinco melhores vinhedos de Barbaresco.
  • Neive
    • Principais vinhedos: Albesani, Basarin, Currá, Cottá, Gallina, Santo Stefano, Serraboella.
    • Principais produtores: Bruno Giacosa, Cantina del Glicine, Castello di Neive, Ciglituti, Piero Busso, Sottimano, Ugo Lequio.
    • Saiba mais: Santo Stefano é considerado o melhor vinhedo de Barbaresco. Gallina e Serraboella são dois excelentes premiers crus.
  • Treiso
    • Principais vinhedos: Bernardot, Bricco di Treiso, Pajorè, Rombone, Valgrande.
    • Principais produtores: Ca’del Bajo, Fiorenzo Nada, Pellissero, Pio Cesare, Rizzi, Sottimano.
  • San Rocco Seno d’Elvio
    • Principais vinhedos: Meruzzano, Montersino, Rizzi (todos três compartilhados com Treiso) e Rocche Massalupo.
    • Principais produtores: Adriano Marco e Vittorio, Armando Piazzo, Poderi Colla.

 

Referências:

  • Revista Decanter, volume 40 #7, abril 2015
  • Artigo “Barbaresco: First among equals” na versão online da revista Decanter (link). 
  • Foto 1: https://ubriaco.files.wordpress.com
  • Foto 2: http://vindeling.com
  • Foto 3: http://www.finewinegeek.com/giacosa/barbaresco/SS1971R.html