Adega de Monção Vinho Verde 2008

Adega de Monção Vinho Verde 2008

87 pontos. Aromas de maça verde e maracujá. Acidez na medida certa, gerando grande refrescância. Harmoniza com os dias quentes, eventos descontraídos, praia, piscina e diversão.

País / Região: Portugal / Vinho Verde

Castas: Alvarinho e Trajadura

Graduação Alcoólica: 11,5°

Elaboração: seleção das uvas, obtenção do mostro, apertos, decantação (24 horas a 14°C). Fermentação controlada entre 18°C e 20°C. Realização do lote. Filtração de desbaste. Armazenamento, estabilização pelo método de contato, filtração por terras. Filtração final por membranas e engarrafamento.

Harmonização: deve ser bebido jovem e servido fresco, mas não gelado. Uma boa opção para acompanhar marisco, pratos de peixe e carnes brancas.

Temperatura de serviço: 10°C.

Preço: R$28,90 em Santa Luzia (pesquisa realizada em 22/06/16).

 

Mais detalhes

  • http://www.adegademoncao.pt/produto/adega-de-moncao-alvarinho/

 

Miolo Gamay Summertime 2016

Miolo Gamay Summertime 2016

89 pontos. Um “beaujolais nouveau” brasileiro. Feito da mesma uva do festivo francês, também produzido por maceração carbônica, também com rótulo descontraído. Aromas não tão florais como o primo francês, mas percebe-se a violeta, acompanhada de groselha e frutas do bosque em geral. Bem equilibrado e jovial, mas pouco fresco, merecendo maior acidez. Taninos geram certo volume e leve amargor, se mostrando levemente verdes. Leve, mas ainda assim esperava menos corpo. Estrutura comparável a um Pinot Noir americano.

País / Região: Brasil / Campanha Gaúcha

Castas: Gamay

Graduação Alcoólica: 11,5°

Elaboração: enchimento do tanque de aço inoxidável com cachos inteiros e por gravidade; saturação do tanque com neve carbónica; a “primeira fermentação” em maceração carbônica dura 5 a 7 dias; prensagem em prensa pneumática das uvas inteiras após o termino da maceração carbônica; o vinho flor e o vinho prensa fazem juntos a “segunda fermentação” a uma temperatura controlada de 18 a 20°C, em tanque de aço inoxidável; fermentação malolática espontânea; filtração e estabilização tartárica a frio; precoce engarrafamento em meados de Março.

Harmonização: ideal como aperitivo. Este vinho tinto, devido à sua baixa concentração tânica, pode acompanhar, saladas, sopas, peixes, massas de molhos brandos, pizzas, carnes brancas e queijos de massa mole e semidura, com destaque para o emmenthal.

Temperatura de serviço: entre 10 e 12°C.

Preço: R$36,90 em Loja Miolo (pesquisa realizada em 10/06/16).

 

Mais detalhes

  • http://www.miolo.com.br/noticias/graffiti-do-artista-speto-assina-rotulo-do-miolo-gamay-summertime-2016/
  • http://loja.miolo.com.br/produto/vinho-miolo-gamay-safra-2016-750ml-69371

 

Accademia dei Racemi Primitivo di Manduria Dunico 2009

Accademia dei Racemi Primitivo di Manduria Dunico 2009

88 pontos. Cor intensa e aromas de doce de framboesa, tabaco e baunilha. Muito equilibrado e quente, devido ao alto álcool. Intenso na boca, mas de pouca persistência. Um vinho rústico, robusto, caninos marcantes e um ligeiro amargor no final de boca.

País / Região: Itália / Puglia

Castas: 100% Primitivo

Graduação Alcoólica: 15°

Elaboração: idade média do vinhedo de 60 anos, com baixos rendimentos. Colheita das uvas prorrogadas em 1 semana e efetuadas no final de agosto, com seleção de grãos na cantina e posterior prensagem. Fermentação em tanques de aço inox com temperatura controlada. Amadurecimento em grandes tonéis de carvalho da Eslavênia.

Harmonização: Estufado de cordeiro, com ervas, salsinha e ervilhas frescas; Civet de javali com purê de castanhas; Medalhões de avestruz grelhados e servidos com sua deglaçagem com cerejas e mirtilos macerados.

Temperatura de serviço: 18°C

Preço: R$260,20 em Decanter (pesquisa realizada em 10/05/16).

 

Mais detalhes

  • http://www.decanter.com.br/accademia-dei-racemi-primitivo-di-manduria-dunico-2009-750ml/p00057909

 

Volpe Pasini Grivo Pinot Grigio 2012

Volpe Pasini Grivo Pinot Grigio 2012

89 pontos. Que cor diferente! Um acobreado claro, difícil de encontrar em vinhos brancos. Muito aromático, com toques florais e frutados, ressaltando o abacaxi e pêssego. Na boca é fresco, apesar da acidez não se mostrar tão pronunciada. Equilibrado, mas marcando um pouco na garganta. Pouca expressão e personalidade.

País / Região: Itália / Togliano

Castas: Pinot Grigio

Graduação Alcoólica: 12,5°

Elaboração: maceração realizada sem a pele, quantidade extremamente baixa de anidrido sulfuroso, controle de temperatura durante a fermentação, a qual ocorre em tanques de inox. Amadurecimento na garrafa.

Harmonização: entradas com vegetais, peixes e pratos com carne branca.

Temperatura de serviço: 10 a 12°C

Onde comprar: World Wine, porém indisponível em 27/02/2016.

 

Mais detalhes

  • http://www.volpepasini.it/en/vini/linee-vino/grivo/
  • http://www.volpepasini.it/wp-content/uploads/2012/03/Grivò-Volpe-Pasini-2014_Eng.pdf

 

Donnafugata Anthilia 2012

Donnafugata Anthilia 2012

86 pontos. Sugestão do sommelier: “um baita vinho”. Particularmente, achei correto, mas ligeiramente desequilibrado, com acidez pouco presente, dando ao vinho um ar meio pálido, insosso. Os aromas não vieram, ficaram lá pela Sicília, da mesma forma como a personalidade.

País / Região: Itália / Sicília DOC

Castas: Catafratto, entre outras castas completando o corte

Graduação Alcoólica: 12,5-13°

Elaboração: uvas gentilmente pressionadas e mostro fermentado em temperatura controlada. O vinho é envelhecido em garrafa por pelo menos dois meses antes de ser enviado ao mercado.

Harmonização: peixe levemente defumado, crustáceos, anchova, massas, salada de atum, beringela e mexilhões.

Temperatura de serviço: 9 a 11°C

Onde comprar: R$136,70 em Dioniso Clube de Vinhos (pesquisa realizada em 21/02/2016).

 

Mais detalhes

  • http://www.donnafugata.it/products/Anthilia.aspx
  • http://www.donnafugata.it/contenuti/file/products/download/02_Anthilia%202014_ENG3.pdf

 

La Chablisienne Chablis La Sereine 2011

La Chablisienne Chablis La Sereine 2011

87 pontos. Esperava mais, dada a fama deste branco francês. A boa notícia é que ainda existe toda a colina de qualidade da denominação para surpreender: Premier Cru e Grand Cru. Os aromas deste aqui são dispersos, com bastante atenção se identifica  a manteiga e querosene, típicos da chardonnay. Não identifiquei a tão falada mineralidade, mas faço mea-culpa… o problema de fato está no degustador. Na boca mostra pouca expressão, apesar de ser bem correto e equilibrado.

País / Região: França / Chablis AOC

Castas: 100% Chardonnay

Graduação Alcoólica: 12,5°

Elaboração: vinhas com idade média de 20 anos. Resfriamento das uvas antes da fermentação. Tanto a fermentação alcoólica quanto a malolática acontecem em tanques de inox. O amadurecimento acontece por um ano sob finas borras, tanto nos tanques quanto em barris de carvalho.

Temperatura de serviço: 10 a 12°C

Harmonização: peixe grelhado.

Onde comprar: R$165,99 em Todo Vino (safra 2010, pesquisa realizada em 12/01/2016).

 

Mais detalhes

  • http://lachablisienne.net/catalogue_us/front_pro.php?rubrique=10&page=2
  • http://www.lachablisienne.net/fiches/admin/fiche_209_en.pdf

 

Torreon de Paredes Reserva Privada Cabernet Sauvignon 2008

Torreon de Paredes Reserva Privada Cabernet Sauvignon 2008

87. Aromas de baunilha, carvalho e pimentão verde. Sabor impactante, intenso, porém pouco persistente. Equilibrado, mas sem diferencial ou ainda personalidade.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 90% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot

Graduação Alcoólica: 14,5°

Elaboração: amadurecido em barris de carvalho por 12 meses.

Temperatura de serviço: 18°C

Harmonização: carnes vermelhas, carneiro, pombo, foie gras, pato, bacon.

Onde comprar: R$120,82 em Vinho Site (safra 2010, pesquisa realizada em 08/01/2016).

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/RP_cs.html
  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RP_CS08_I.pdf

 

Torreon de Paredes Reserva Privada Syrah 2007

Torreon de Paredes Reserva Privada Syrah 2007

88. Com um pouco de dedicação, identifica-se a pimenta e algumas especiarias tão comum nos syrahs. Ligeiramente amargo no final de boca. Não se encontra nesse aqui a sensualidade e aspecto exótico que outros syrahs apresentem. Pouco elegante apesar do preço.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 85% Syrah, 10% Carménère, 5% Cabernet Sauvignon

Graduação Alcoólica: 13,9°

Elaboração: amadurecido em barris de carvalho por 12 meses.

Temperatura de serviço: 16 a 18°C

Harmonização: pratos a base de curry, cordeiro assado, veado, porco, pombo, frios e queijos como Parmesão, Gouda e Brie.

Onde comprar: R$120,82 em Vinho Site (safra 2012, pesquisa realizada em 07/01/2016).

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/RP_sy.html
  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RP_SY07_I.pdf

 

Torreon de Paredes Reserva Privada Pinot Noir 2012

Torreon de Paredes Reserva Privada Pinot Noir 2012

87. Aromas pouco fragrantes. Acidez marcante, pouco corpo e estrutura. Percebe-se o cuidado na confecção, mas o resultado não alcança expressão diferenciada. Um vinho muito correto, mas com pouca personalidade.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 100% Pinot Noir

Graduação Alcoólica: 14°

Temperatura de serviço: 13 a 18°C

Harmonização: queijo Camembert, porco, frango, carnes vermelhas, vitela e massas com molho de carnes.

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/RP_pn.html
  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RP_PN12_I.pdf

 

Torreon de Paredes Reserva Cabernet Sauvignon 2011

Torreon de Paredes Reserva Cabernet Sauvignon 2011

88. Nítido aroma de levedura e, na sequência, chocolate e o tradicional pimentão verde. Equilibrado, corpo ligeiramente robusto e acidez dando um toque festivo.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 85% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot

Graduação Alcoólica: 13,5°

Elaboração: amadurecido em barris de carvalho por 12 meses.

Temperatura de serviço: 18°C

Harmonização: carne vermelha, presunto, bacon, veado, aves de caça, queijo Gruyere.

Onde comprar: R$68,55 em Vinho Site (safra 2012, pesquisa realizada em 06/01/2016).

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/Res_cs.html
  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RES_CS11_I.pdf

 

Torreon de Paredes Reserva Carménère 2012

Torreon de Paredes Reserva Carménère 2012

88. Aromas com intensidade mediana, remetendo a pimenta e framboesa. Equilibrado, corpo médio, acidez pulsante, mas estrutura geral apresentando pouca personalidade. Mais aveludado que o irmão cabernet sauvignon.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 90% Carménère, 10% Cabernet Sauvignon

Graduação Alcoólica: 13,5°

Elaboração: amadurecido em barris de carvalho francês por 6 meses.

Temperatura de serviço: 16 a 18°C

Harmonização: frango, peru, codorna, porco, peixe grelhado e massas.

Onde comprar: R$75,40 em Vinho Site (pesquisa realizada em 05/01/2016).

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RES_CAR12_I.pdf
  • http://www.torreon.cl/english/Res_car.html

 

Torreon de Paredes Chardonnay Reserva 2012

Torreon de Paredes Chardonay Reserva 2012

87. Cor palha médio, aromas de mel, manteiga querosene e carvalho. Na boca é amadeirado e razoavelmente equilibrado, com a acidez despontando um pouco. Pouco corpo e estrutura, com a personalidade mais presente nos aromas do que na boca.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 100% Chardonnay

Graduação Alcoólica: 13,5°

Elaboração: fermentado e amadurecido em barris de carvalho francês.

Temperatura de serviço: 10 a 12°C

Harmonização: salmão, marisco, vitela, codorna e massas com molho branco.

Onde comprar: R$96,51 em D.O.C.G.

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/Res_ch.html

 

Torreon de Paredes Sauvignon Blanc 2013

Torreon de Paredes Sauvignon Blanc 2013

87. Aromas cítricos fragrantes, maracujá, abacaxi, mineralidade e capim. Uma pontada de amargor, ligeiramente desequilibrado, com o álcool ligeiramente acima do ideal e acidez abaixo, mas sem comprometer a estrutura geral.

País / Região: Chile / Rengo (Vale do Alto Cachapoal)

Castas: 92% Sauvignon Blanc, 8% Gewürztraminer

Graduação Alcoólica: 14°

Elaboração: no Vale de Cachapoal, localizado no Vale Central do Chile, encontra-se a cidade de Rego, situada entre montanhas que tornam a região mais árida e fria do que o resto do Vale. As uvas são colhidas entre fevereiro e início de março em seu amadurecimento máximo e a fermentação ocorre em tanques de aço inox.

Temperatura de serviço: 10 a 12°C

Harmonização: ideal para ser servido como aperitivo, acompanhando peixes ou mariscos.

 

 

Mais detalhes

  • http://www.torreon.cl/english/VR_sb.html
  • http://www.torreon.cl/docs/tsheet/RES_SB13_I.pdf

 

Grande Renaissance Sauternes 2010

Château La Renaissance Grand Renaissance Sauternes 2010

89. Como já esperado, nota-se grande sofisticação, maior elegância quando comparado aos late harvest sul-americanos. Razoavelmente equilibrado, mas se beneficiaria de um pouco mais de acidez. No nariz, os tradicionais abacaxi, maracujá e mel.

País / Região: França / Sauternes

Castas: Sémillon (69%), Sauvignon Blanc (28%) e Muscadelle (3%)

Graduação Alcoólica: 13,5°

Elaboração: amadurecimento de 8 a 10 meses em barricas de carvalho.

Harmonização: frutas secas e queijo azul, como roquefort e gorgonzola.

 

Tokaj Aszú Leonis Selection 3 Puttonyo 2008

Tokaj Aszú Leonis Selection 3 Puttonyo 2008

88. Primeiro rótulo deste ícone mundial aqui no blog, o vinho de sobremesa Tokaji, da região de Tokaj na Hungria. Bem equilibrado, mas sem a acidez festiva e proeminente de outros rótulos já degustados. Estrutura mono-dinâmica, sem grandes peculiaridades. No nariz traz aromas remetendo ao mel e maracujá.

País / Região: Hungria / Tokaj

Castas: Furmint e Hárslevelu

Graduação Alcoólica: 12,5°

Elaboração: amadurecimento por 36 meses em barricas de carvalho.

Harmonização: sobremesas à base de cremes e frutas cítricas, queijos azuis tipo Gorgonzola e Rocquefort, ou mesmo para tomar sozinho iniciando ou encerrando uma refeição.

Temperatura de Serviço: 9°C

 

Mais detalhes

  • http://patricius.hu/en/wines/aszu-wines/

 

Chono Single Vineyard Carménère 2012

Chono Single Vineyard Carmenère 2012

87. Equilibrado e muito correto, transmite bem as características da carménère. Pouco corpo e estrutura, se mostrando uma boa opção para eventos descontraídos. Acompanhou bem um bacalhau com natas.

País / Região: Chile / Colchagua

Castas: Carménère (85%), Syrah (7%) e Petite Syrah (8%)

Graduação Alcoólica: 14,2°

Elaboração: 60% do vinho amadureceu em barricas de carvalho francês e americano durante 12 meses.

Harmonização: mix de queijo e embutidos, penne com molho de linguiça fresca, peito de frango recheado com queijo e presunto, carne de panela com legumes, pizza com queijo.

Temperatura de Serviço: 15°C

 

Mais detalhes

  • www.chonowines.com

 

Condes de Barcelos Vinho Verde Loureiro 2013

Condes de Barcelos Vinho Verde Loureiro 2013

86. Aromas de frutas frescas. Na boca se mostra jovial, alegre e fresco.

País / Região: Portugal / Vinho Verde D.O.C. (Barcelos)

Castas: Loureiro

Graduação Alcoólica: 10°

Harmonização: entradas, saladas, mariscos, todo o tipo de peixes e até com carnes assadas no forno. É ainda uma ótima companhia para pizzas e comida japonesa.

Temperatura de Serviço: entre 8 e 12°C

Preço: R$28,35 (safra 2014, Adega Brasil, em 02/12/2015)

 

Mais detalhes

  • http://adegabarcelos.pt/pt/vinho-branco-condes-de-barcelos
  • Ficha técnica

Reichsrat von Buhl Forster Jesuitengarten Riesling Spätlese 2009

Reichsrat von buhl forster jesuitengarten riesling spätlese 2009

90. Vinho de sobremesa, super delicado, sofisticado e com doçura média. No visual, palha escuro. No nariz mostra mel bem delicado. Na boca a doçura é suave como a doçura de uma gelatina. Muito equilibrado e elegante. A acidez é presente, porém fina e discreta. É de fato um vinho bem diferente, algo entre um vinho seco e um late harvest. Mesmo depois da temperatura ter se elevado, manteve uma ótima suavidade e harmonia.

País / Região: Alemanha / Pfalz (sub-região Forster)

Castas: Riesling

Graduação Alcoólica: 10,5°

Elaboração: vinhedos cultivados em linhas orgânicas, em processo de certificação. Não são usados herbicidas ou pesticidas, todo controle de pragas e correções no solo é feito de forma natural. Colheita seletiva e manual de cachos no ótimo estado de amadurecimento, em pequenas cestas de 15 quilos na terceira semana de outubro. Prensagem pneumática delicada. Limpeza natural por decantação. Rendimento final de 30 hl/ha. Fermentação em tanques de inox termo-controlados. Não há filtração. Uma única trasfega é realizada até o engarrafamento no final de abril de 2010.

Harmonização: salada com foie gras e lagostins salteados; coxinhas da asa de pato glaceadas em mel de laranjeira e gengibre, assadas ao forno; tartar de cogumelos trufados; escalopinhos suínos, servidos com espaguete de legumes ao molho de soja; peixe à moda de Bali (frito em azeite bem quente, servido ao molho picante).

Temperatura de Serviço: 12°C

Preço: R$192,50 (Decanter, em 15/11/2015)

 

Mais detalhes

  • http://www.von-buhl.de/shop/2012-jesuitengarten-spaetlese.html
  • http://www.decanter.com.br/von-buhl-forster-jesuitengarten-riesling-spatlese-2009-750ml/p00167509

 

Santa Ema Cabernet Sauvignon 2012

Santa Ema Cabernet Sauvignon 2012

90. Aromas de frutas negras, ameixa preta, pimentão verde, azeitona verde e eucalipto. Na boca mostra de cara um aveludado notável, raramente encontrado em vinhos nesta faixa de preço. O vinho preenche a boca com boa expressão, sem marcas demasiadas. Possui um bom equilíbrio, com caninos bem cuidados. Não estão em seu potencial máximo mas, por este preço, são taninos invejáveis. A acidez confere um bom frescor, em linha com a estrutura geral. O final de boca é curto, mas o ataque e volume na boca compensa bastante a falta de persistência.

País / Região: Chile / Valle del Maipo

Castas: Cabernet Sauvignon

Graduação Alcoólica: 13,5°

Elaboração: uvas colhidas a mão durante a primeira quinzena de abril. Fermentação em tanques de aço inox por 7 dias a 28°C, acompanhada de maceração pós-fermentação de 3 dias. Após fermentação malolática, uma parte do vinho foi envelhecido em tanques de inox enquanto outra parte em barris de carvalho durante 4 a 6 meses. Rendimento do vinhedo de 10t/ha.

Temperatura de serviço: 18°C

Harmonização: carnes vermelhas, pratos condimentados, cozidos e queijos.

 

Mais detalhes em:

  • http://santaema.cl/os-vinhos/select-terroir/select-terroir-cabernet-sauvignon/?lang=pt-pt
  • http://santaema.cl/wp-content/files_mf/1428439053SELECTTERROIRCABERNETSAUVIGNON2014ESP.pdf

 

Paul Blanck Alsace Grand Cru Schlossberg Riesling 2006

Paul Blanck Alsace Grand Cru Schlossberg Riesling 2006

90. Aula sobre vinho se faz na prática. Presenciei algo interessante com este aqui: o que faz um vinho ser doce não é apenas a quantidade de açúcar residual, mas também a relação com a acidez. Neste Riesling, nota-se facilmente a maciez proveniente de uma elevada quantidade de açúcar residual, mas a acidez é igualmente elevada, gerando um vinho de fato seco.

País / Região: França / Alsace

Castas: Riesling

Elaboração: o suco das uvas é extraído com infinito cuidado nas prensas pneumáticas. A prensa lenta e gentil evita a quebra do engaço e semente. O mostro começa a fermentação a partir de suas próprias leveduras naturais e perdura por 4 a 10 semanas. Ela ocorre em tanques de aço inox equipados com controle de temperatura de forma a maximizar a expressão dos aromas da casta. O vinho é então amadurecido em suas borras em grandes barris por 12 meses. O contato com as borras contribui para o enriquecimento do vinho. O oxigênio que passa pelos poros da madeira cria uma oxidação gentil e a consequente abertura dos aromas. O vinho é então engarrafado e envelhece por 2 ou 3 anos mais antes de ser comercializado. Este envelhecimento em garrafa também possui um papel importante no desenvolvimento do vinho quando uma reação oposta à oxigenação acontece: graças a algumas reações ocorridas no ambiente livre de oxigênio o buquê se desenvolve e assume nuances sutís.

Harmonização: scallops, salmão defumado, ostras.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.blanck.com/en/Our-Wines/grand-cru-french-wine-alsace/vin-d-alsace-alsace-riesling-schlossberg-1186.html

 

Kilikanoon Mort’s Block Riesling 2011

Kilikanoon Morts Block Riesling 2011

87. Lá na Austrália, ele deve fazer a alegria da mulherada. Bem clarinho, cor palha clara com reflexos esverdeados. No nariz mostra limão (aos montes), maracujá, toque mineral e uma refrescância que já antecede o que encontraremos na boca. Lá, percebe-se uma acidez vibrante. A refrescância agora aparece com tudo. Muito jovial, com sabor razoavelmente persistente, pouca complexidade e estrutura.

País / Região: Australia / Clare Valley

Castas: Riesling

Graduação Alcoólica: 12,5°

Elaboração: uvas cuidadosamente selecionadas e mescladas oriundas de três vinhedos localizados a apenas alguns minutos da vinícola Kilikanoon. Esta proximidade permite que as uvas, colhidas manualmente, sejam processada rapidamente, buscando-se o sabor intenso e frescor da casta Riesling.

Harmonização: frutos do mar frescos, scallops com limão fresco e ostras naturais.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.kilikanoon.com.au/index.php?option=com_platfform&view=crm&task=crm.downloadDocumentVersion&document_version_id=9258&Itemid=156

 

Tinto da Talha Grande Escolha 2009

Tinto da Talha Grande Escolha 2009

90. Bem equilibrado, mas com um leve toque amargo no final de boca. Se tivesse um pouco mais de complexidade seria um baita vinho. Prima mais pela harmonia do que pela sofisticação.

País / Região: Portugal / Alentejo

Castas: Touriga Nacional e Alicante Bouschet

Elaboração: para estabilização do vinho induziu-se a fermentação maloláctica que ocorreu em barricas de 225 litros de carvalho novo, francês e americano. As uvas da casta Touriga Nacional fermentaram em cuba de aço inox, com controlo de temperatura a 28-30ºC, durante 5 dias. O vinho permaneceu com as massas em “cuvaison”, a 20-24ºC, durante aproximadamente um mês, período durante o qual acabou por fazer a fermentação maloláctica. Estagiou então durante 3 meses em barricas de carvalho novo, francês e americano.

Harmonização: enchidos assados, cabidelas, assado de borrego, pézinhos de porco de coentrada, migas de pão, batata ou espargos com carne de porco frita, pratos de sabor forte, queijos de Serpa, da Serra ou Azeitão, amanteigados.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.roquevale.pt/v_tintotalhage_tinto.htm
  • http://www.roquevale.pt/download_fichas_tecnicas/ft_tinto_talha_ge.pdf

 

Mouchão Dom Rafael Tinto 2010

Mouchão Dom Rafael Tinto 2010

89. Taninos presentes de forma suave, mas marcando um pouco no final de boca. Pouco aveludado, se mostrando um vinho mais rústico. Não chega a ser grosseiro, mas não possui a mesma elegância e maciez do irmão Ponte das Canas.

País / Região: Portugal / Alentejo

Castas: Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês

Elaboração: este é o vinho tinto engarrafado mais jovem da Herdade do Mouchão. Lançado pela primeira vez em 1990, ostenta o nome de um dos primeiros Reynolds à frente da herdade. É um vinho desenhado a partir das castas Alicante Bouschet, Trincadeira, e Aragonez. Vinificado nos tradicionais lagares da adega estagia em tonéis de carvalho português de 5.000 litros e em barricas de carvalho francês durante um período mínimo de 12 meses. Um estágio adicional de 6  meses em garrafa, garante o seu equilíbrio ideal antes de ser lançado no mercado.

 

Mais detalhes em:

  • http://mouchao.pt/pt/domrafael_tinto

 

Cortes de Cima Touriga Nacional 2007

Cortes de Cima Touriga Nacional 2007

86. Bom vinho, mas particularmente acho que a Touriga Nacional não funciona bem sozinha. O resultado é um vinho confuso, empoeirado, pouco harmônico e equilibrado.

País / Região: Portugal / Alentejo

Castas: Touriga Nacional

Graduação Alcoólica: 14%

Elaboração: este vinho foi produzido exclusivamente a partir da casta Touriga Nacional. As uvas foram rigorosamente seleccionadas pelo que estavam em um ótimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, com regulares remontagens e posterior período de maceração das películas, o que realçou as características frutadas desta casta e forneceu estrutura taninosa e equilíbrio. O vinho foi envelhecido durante 8 meses em barricas carvalho francês até altura do engarrafamento com filtração e sem colagem.

Amadurecimento: 8 meses em carvalho Francês (100%).

 

Mais detalhes em:

  • http://cortesdecima.com/pt/shop/avin8349817491031/
  • http://www.cortesdecima.com/downloads/Wine/2007-TOURIGA%20NACIONAL-Nota%20de%20Vindima.pdf

 

Cortes de Cima Chaminé 2012

Cortes de Cima Chaminé 2012

87. Jovem, com algum frescor, provavelmente devido à acidez que se apresenta de forma tímida. Mesmo assim é bem equilibrado. Um pequeno amargor no final de boca faz com que perca alguns pontos.

País / Região: Portugal / Alentejo

Castas: Aragonez, Syrah, Touriga Nacional

Graduação Alcoólica: 13,5%

Elaboração: elaborado a partir da fruta bem madura. Fermentado sem engaço, a temperaturas controladas com frequentes remontagens. Estagiou em cubas de inox antes do ser engarrafado, sem colagem e com filtração. É um vinho maduro e fácil de beber, que é engarrafado cedo, geralmente seis meses depois da vindima e sem qualquer estágio em madeira. É melhor se bebido jovem, mas melhora com um curto período na garrafeira.

 

Mais detalhes em:

  • http://cortesdecima.com/pt/shop/avin5148108703418/
  • http://www.cortesdecima.com/downloads/Wine/2012-CHAMINE-Nota%20de%20Vindima.pdf

 

Adega de Borba Rótulo Cortiça Reserva Tinto 2011

Adega de Borba Reserva 2011

87. Apesar de equilibrado, faltou alguma coisa. Pouco aveludado, faltou elegância. Faltou aspecto rústico também. Faltou personalidade e tipicidade. Um vinho camponês, cru.

País / Região: Portugal / Alentejo

Castas: Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet

Graduação Alcoólica: 13,5%

Elaboração: provenientes de vinhas velhas, as uvas tiveram um rigoroso controlo na evolução da maturação, tendo sido vindimadas em pequenas quantidades. Na Adega após o desengace e esmagamento suave da uva, iniciou-se a fermentação alcoólica que se prolongou por cerca de 10-15 dias com a temperatura controlada a 24ºC, para maior extração dos aromas e sabores frutados da uva. Para aumentar a complexidade polifenólica, os taninos e a estrutura do vinho, este permaneceu em cuba num processo de maceração pós-fermentativa. A fermentação malolática ocorreu posteriormente em recipientes de inox. Para enaltecer e elevar as suas características organoléticas, o vinho estagiou 12 meses em barricas de 3º e 4º ano, de carvalho francês e em tonéis de madeira exótica, findo o qual se seguiu um estágio de 6 meses em garrafa em cave.

Serviço: 16-17ºC.

Guarda: pode ser consumido de imediato, de preferência, poderá também deixá-lo estagiar por até 10 anos.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.adegaborba.pt/vinhos/rotulo-cortica/tinto

 

Horácio Simoes Moscatel Roxo 2008

Horacio Simoes Moscatel Roxo 2008

89. Degustei meu primeiro Moscatel de Setúbal outro dia. Agora conheci esse aqui, variação “roxa” do irmão mais famoso. Tenho um fraco pelos vinhos de sobremesa e os Moscatéis são uma excelente surpresa. Menos alcoólico e robusto do que o vinho do Porto, o Moscatel, tanto de Setúbal quanto o Roxo, é uma opção mais suave, mais cotidiana e mais barata. Trata-se de uma versão portuguesa para o Late Harvest americano. Ainda tenho que estudar o motivo do preço, mesmo no Brasil, ser sempre baixo. Será que o mercado vê os Moscatéis com maus olhos? Bom pra quem os aprecia!

Região / País: Setúbal / Portugal

Castas: Moscatel

Graduação Alcoólica: 18%

Elaboração: a vinha foi acompanhada e mimada durante todo o tempo para que os rendimentos não excedessem os 2500 litros/ha e as uvas chegassem à adega no estado sanitário e maturação ideal. Na adega foi idealizada uma vinificação “própria” para este produto, distinta da que era habitual nas outras empresas da região. Consiste numa uma intensa selecção de cachos seguida de um maceração pré-fermentativa durante 5 dias, depois disso deixa-se iniciar a fermentação muito lentamente homogeneamente em toda a cuba atingindo os 3⁄4 da fermentação em 3 dias, beneficiando-se este vinho com as melhores aguardentes vínicas disponíveis no mercado seleccionadas pelos técnicos da empresa, seguindo-se uma maceração pós-fermentativa de 5 longos meses. O estágio final é realizado em barricas de 225 litros de carvalho francês (usadas 2 a 3 vezes), onde fica a concentrar.

Serviço: 18ºC.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.horaciosimoes.com/vinhos/generosos
  • http://www.horaciosimoes.com/images/pt-PT/vinhos/ft_moscatel_roxo_2008.pdf

 

Quinta da Chocapalha Vinha Mãe Family Estate 2009

Quinta da Chocapalha Vinha Mae Family Estate 2009

89. Agasalha a garganta como um abraço paterno. Suave, porém não elegante. Familiar, como um grande almoço de domingo. Um leve amargor tira uma possível excelência.

Região / País: Lisboa / Portugal

Castas: 30% Syrah, 30% Tinta Roriz, 40% Touriga Nacional

Graduação Alcoólica: 14,5%

Elaboração: 22 meses em barris de carvalho francês.

 

Mais detalhes em:

  • http://www.alentejana.com.br/produto.php?c=432
  • http://www.vivino.com/wineries/quinta-de-chocapalha/wines/vinho-regional-estremadura-arinto-2010

 

Quinta da Chocapalha Arinto 2010

Quinta da Chocapalha Arinto 2010

86. Frutado no nariz. Acidez ligeiramente elevada, o que vem se mostrando uma constante na casta Arinto.

Região / País: Lisboa / Portugal

Castas: Arinto

Graduação Alcoólica: 13%

Elaboração: fermentou em cubas de inox, tendo o vinho ficado em contato com as borras finas durante 6 meses. Produção de apenas 9.600 Garrafas.

 

 

Mais detalhes em:

  • http://www.wonderfulland.com/chocapalha/#
  • http://www.alentejana.com.br/produto.php?c=432
  • http://www.vivino.com/wineries/quinta-de-chocapalha/wines/vinho-regional-estremadura-arinto-2010

 

Quinta da Alorna Reserva Arinto Chardonnay 2013

Quinta da Alorna Reserva Arinto Chardonnay 2013

89. Todos os brancos possuem seu lugar no meu coração, mas não é à toa que a chardonnay é dita como a rainha dos brancos. Que elegância, personalidade e estrutura. Esse vinho aqui me mostrou como a uva é fantástica. Em um corte com arinto, ela desponta e mostra suas característica. Funcionou como uma banda, onde a arinto faz a cozinha (bateria e baixo) e a chardonnay se transforma em um Jimi Hendrix. No nariz, pêssego e carvalho, na boca, uma pitada de acidez tira alguns pontos.

Região / País: Tejo / Portugal

Castas: Arinto, Chardonnay.

Graduação Alcoólica: 13%

Elaboração: as uvas de vindima manual são prensadas e os respectivos mostos clarificados separadamente a baixa temperatura. A Arinto fermenta em cubas inox a 15ºC e a Chardonnay fermenta em barricas novas de carvalho francês, estagiando sobre as borras finas durante 3 meses. Após o lote final, o vinho é estabilizado pelo frio e filtrado antes do engarrafamento. Produção de 29.000 garrafas.

Serviço: 12ºC.

Harmonização: pratos de peixe e bacalhau com natas ou bechamel, queijos amanteigados.

 

Mais detalhes em:

  • http://alorna.pt/Vinhos/Quinta-da-Alorna/Quinta-da-Alorna-Reserva-Branco-2014
  • http://alorna.pt/documents/quinta_alorna_54d0f8e19b958.pdf
  • http://www.vivino.com/wineries/quinta-da-alorna-20387/wines/reserva-arinto-chardonnay-2013